Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam.
(A Hora da Estrela)

Clarice Lispector

sábado, 25 de setembro de 2010

Em uma conversa longa e que à muito tempo não tinha-mos você me provou que ainda é meu herói,
me mostrou sua preocupação, e o que deseja pra mim. Eu, estranhamente, te conto coisas de mãe e filha, 
você me escuta e me aconselha. Me conta suas experiências, suas burradas, seus muitos aprendizados, me fala
que tudo é passageiro, eu ouço, e você percebe isso. Sabe que mesmo ouvindo eu não escuto,
vou acabar cometendo os mesmos erros, e aprendendo da mesma maneira.
Quando acaba você me fala as palavras que existiram para sempre. E eu sei que você sempre estará aqui pra mim. Eu te amo!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Feliz ano novo.



... Agora que esta quase na passagem do ano, eu vou começar todos os planos novamente,
quero ganhar muito dinheiro, trabalhar pouco, arrumar um namorado bonito, e viajar para o
nordeste. Ah, também quero usar mais vestidos, e fazer aula de culinária e de alemão.
Quero ter muitos amigos, mais que em alguns eu posso depositar confiança.
Vou emagrecer, e levar a faculdade a sério.
Vou ganhar o mundo, vou conquistar e realizar todos os meus sonhos.
Ah, esse ano vou ter mais tempo para minha família, vou andar na chuva, e pular e cantar.
Vou aprender a tocar gaita, e a pintar.
Vou ser feliz! 

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Futuro amor cotidiano.

... E a gente poderia ficar juntos os finais de semana também, e também os dias de feira. Você poderia trazer um par de chinelos aqui pra casa, eu compraria uma escova de dentes. E daí a gente almoçava juntos, jantava juntos... poderíamos até brigar se você quisesse! Ou então eu poderia ficar só assim, olhando pra você, a noite toda, o dia todo, a vida toda. O que você acha? O que acha de dividir esse amor comigo? Garanto que mesmo dividido sobraria ainda muito amor.
... Se você quisesse, se assim fosse a sua vontade, eu não te prenderia todo tempo, até porque eu gosto de ter meu espaço. Mas se você quiser ser preso eu me deixo de lado, por você.
Hoje aprendi uma receita nova, estava pensando em fazer para o primeiro dia em que estaríamos juntos, aqui, só nós dois. Podemos tomar um vinho, cerveja, sei lá...
Só quero dizer que, você poderia mesmo deixar um par de chinelos aqui em casa, sem compromisso algum, só pra você não pegar uma " friagem " nos pés, mas se você quiser...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Amor verdadeiro

Foi em um dia que tudo aconteceu. Ela estava esperando sem saber, queria muito sem querer,
pensou que era passageiro e que não doeria, pelo menos não pra ela. Enganou-se.
Quando viu já era tarde, as cores do céu eram diferentes e até seus sentidos mais aguçados!
Sentia saudade sempre, mesmo que ele estivesse perto. Sentia dor, queria sumir, só de pensar
em ficar sem ele. Era assim todos os dias, ele ligava pra ela de manhã, bem cedinho, só pra falar
bom dia, e todos os dias quando ele desligava ela sonhava com ele. A noite, quando ele ia dormir, ligava pra ela, só pra dizer boa noite, e desejar votos de sonhos bons. E ela sempre dormia bem.
E era assim, eles ficavam sempre juntos, sempre unidos, discordavam concordando, faziam planos.
Falavam de um futuro, que seria sempre muito bom, sempre bem sucedido.
E se encantavam todo dia um pelo outro, sempre como a primeira vez. Se apaixonavam pelo sorriso, pelas ligações diárias, pelas risadas, pelas brigas. Descobriram que era bom amar, sabiam
como pensavam, como agiam, como sentiam, estavam juntos à um ano. Quando estavam à dois anos brigaram feio, e descobriram o amor.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Um apego maior as lembranças do passado...

Estava arrumando o quarto, se livrando das coisas antigas quando abriu a caixa,
velha, ressecada pelo tempo. Fazia muito tempo, e nem se lembrava mais dela.
Abriu a caixa, e começou a olhas as suas próprias lembras, ria, sozinha, em pensar
quão significativo era aqueles objetos, como precisava do material para lembrar,
como se "aquilo" fosse uma ponte para a memória.
Lá no fundo ficava uma flor seca, pétalas amareladas, morta, com a lembrança de um dia
de calor, em que aquela flor ainda era de um vermelho vida, de um perfume que não era
forte, era doce. Lembrou de tudo, das palavras que rodeavam a flor, dos olhares,
e do carinho. Percebeu que a muito tempo não tinha tido essas lembranças, e que parara de sentir
falta dessa necessidade de lembrar.
Derramou uma lágrima, não sabia se de saudade, de tristeza, ou simplesmente de melancolia
do momento, escorreu mesmo assim.
Deixou a flor seca na caixa, junto com as outras lembranças. Fechou. Não jogou fora, mas
a colocou novamente encima do guarda roupa, como se ali fosse o seu habitat natural,
ou como se ali fosse mais fácil pra ela esquecer, mais difícil pra subir, pegar a caixa novamente
e sofrer mais um pouco. Deixou-a ali sozinha, não olhou para trás, tratou de esquecer e continuar a limpar o quarto. Não era um adeus, era um até logo, até a próxima limpeza.